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Indústria comemora o vento a favor


A Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra-DF) divulgou ontem os indicadores econômicos e o desempenho do setor em 2010. Na ocasião também foram apresentadas as perspectivas dos empresários locais para 2011 e expectativas e desafios em relação ao futuro governo de Agnelo Queiroz (PT).

De acordo com a pesquisa de Indicadores de Desenvolvimento da Indústria, realizada pela Fibra em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL-DF), em 2010 o setor industrial do DF se expandiu. Até outubro, o faturamento do setor registrou crescimento de 32,64% em relação ao ano passado.

Diversas atividades foram responsáveis pelo crescimento, com destaque para a fabricação de produtos de metal, setor de alimentação e fabricação de móveis, que registraram aumento superior a 15%. O setor da construção civil, dentro do grupo outras indústrias, também registrou um crescimento significativo de 79,86%, impulsionado por uma única empresa fornecedora de bens.

O crescimento da indústria contribuiu diretamente para outras vertentes, como o número de empregos, que cresceu 5,19% e o nível de Utilização da Capacidade Industrial Instalada (UCI), com crescimento de 3,96%. O mês de outubro deste ano registrou um crescimento de 2,27% em relação ao mesmo período do ano passado. As maiores contratações ocorreram na fabricação de produtos de metal, vestuário e alimentação, com crescimento acima de 2%. Contudo, em comparação a setembro deste ano, em outubro houve uma queda de 0,81% nas contratações, após três anos consecutivos de crescimento. “Esse comportamento não deve ser considerado o fim do ciclo da expansão da variável, mas sim um ajuste”, justificou recentemente o presidente da Fibra, Antônio Rocha.

Contudo, no segundo semestre do ano, a atividade industrial cresceu de forma moderada. De acordo com a pesquisa em relação ao desempenho mensal, houve variação negativa em outubro, após expansão do mês de setembro. O faturamento caiu 3,56¨% em outubro. Julho e setembro registraram crescimento e agosto e outubro sofreram queda. Segundo o economista da Fibra, Diones Cerqueira, a evolução moderada da indústria entre os meses desmotiva os empresários do setor. “O crescimento moderado afeta a perspectiva dos empresários que ficam mais cautelosos com a produção”, afirmou.

Em relação à Utilização da Capacidade Instalada (UCI), a indústria produziu com 69,74% de sua capacidade em outubro e recuou 0,37% frente ao mês anterior. No acumulado do ano, até outubro, a indústria operou, em média, com 68,02% de sua UCI, o que representa um crescimento de 3,96%. As atividades em destaque, que colaboraram para o aumento da UCI, foram edição e impressão, e fabricação de móveis ambos com expansão acima de 6%.

Novo governo

Durante a ocasião, a Fibra também divulgou uma pesquisa sobre as expectativas dos empresários em relação ao próximo governo. Segundo a pesquisa, que entrevistou 205 empresários, a expectativa do setor industrial em relação ao governo Agnelo Queiroz (PT) é positiva. Os dados mostram que 71,2% dos empresários estão otimistas, outros 17,2% classificam-se indiferentes, 20% estão pessimistas e 2% muito pessimistas. “Em 2010 o desempenho vem crescendo e caindo a insegurança do empresário”, revela Cerqueira.

A pesquisa revelou também as preocupações dos empresários em relação a 2011. Entre as preocupações está a elevação da carga, com 60% das respostas; a falta de trabalhador qualificado (53,3%); comparação acirrada do mercado (46,7%) e inadimplência dos clientes (26,3%). Segundo Cerqueira, o destaque é para a concorrência e competição do mercado, que antes aparecia em quinto lugar. “O mercado acaba sendo prejudicado por empresas, feiras e vendedores ambulantes que não arrecadam impostos, principalmente no setor de vestuário”, explicou.

A entrevista também mostrou os itens de interesse dos empresários dentro do governo do DF. As áreas de meio ambiente e infraestrutura devem ser a prioridade para o governo, segundo 68,8% e 64,9% das respostas, respectivamente. Em terceiro lugar ficou o tema Social, com 58,5% e, em seguida, a economia, registrando 56,1%, e inovação com 48,8%.

Já na área do meio ambiente, a coleta seletiva é o mais importante na opinião dos empresários, com 67,3% e na área de infraestrutura, 75,6% dos entrevistados consideram como mais importante o setor de transporte em vias públicas, veículos, tráfego e estacionamento. No mesmo quesito, em segundo lugar vem o item saneamento básico 66,3% e no terceiro lugar está a eletricidade, com 54,6%. Dentro do tema social, a saúde apareceu como item mais importante, com 94,6%. Em segundo lugar, os itens segurança e educação com 94,1%. A maior parte dos empresários (65,4%) considera necessário promover a racionalização dos impostos e taxas incidentes da atividade industrial. Dentro do tema economia, em segundo lugar, a escolha dos empresários foi para a regulamentação da Lei Geral da Micro e Pequenas Empresas, com 64,9% das respostas. E por último, na área de inovação, 73,7% apontaram o item formação profissional como mais importante.

Preocupações dos empresários

Elevação da carga – 60%

Falta de trabalhador qualificado – 53,3%

Competição acirrada do mercado – 46,7%

Inadimplência dos clientes – 26,7%

Taxa de juros elevadas – 20%

Falta de capital de giro – 13,3%

Falta de financiamento de longo prazo – 13,3%

Falta de demanda – 6,7%

Distribuição do produto – 6,7%

Alto custo de matéria prima – 6,7%

Fonte: Tribuna do Brasil

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